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terça-feira, 15 de agosto de 2017

WOODY ALLEN - 10 FILMES ESSENCIAIS



Nascido no dia 1º de dezembro de 1935, Allan Stewart Konigsberg desde pequeno já se envolvia no mundo do entretenimento. Aos 15 anos, já como Woody Allen, o jovem começou a escrever para colunas de jornais e programas de rádio. Ao mesmo tempo, frequentava a Universidade de Nova York, mas nunca chegou a se formar. Em 1964, Woody já era um respeitável comediante, tanto que um disco chamado Woody Allen, com as gravações de seus shows, foi indicado ao Prêmio Grammy. 

Sua primeira experiência cinematográfica aconteceu no ano seguinte, quando em uma dessas apresentações conquistou um produtor de cinema que o chamou para escrever e estrelar O que é que há, gatinha?. Como diretor estreou em 1969, com "Um assaltante bem trapalhão".Abaixo listei 10 filmes que mais aparecem nas listas de melhores filmes do diretor.O 10º filme foi escolhido por um leitor que adora Woody. Coloquei também algumas frases ou diálogos geniais dos respectivos filmes. 

Divirtam-se.


Gil (Owen Wilson) sempre idolatrou os grandes escritores americanos e sonhou ser como eles. A vida lhe levou a trabalhar como roteirista em Hollywood, o que fez com que fosse muito bem remunerado, mas que também lhe rendeu uma boa dose de frustração. Agora ele está prestes a ir a Paris ao lado de sua noiva, Inez (Rachel McAdams), e dos pais dela, John (Kurt Fuller) e Helen (Mimi Kennedy). John irá à cidade para fechar um grande negócio e não se preocupa nem um pouco em esconder sua desaprovação pelo futuro genro. Estar em Paris faz com que Gil volte a se questionar sobre os rumos de sua vida, desencadeando o velho sonho de se tornar um escritor reconhecido.

Memorável:

"John— Contratei um detetive particular para segui-lo.” 
“Helen — E o que aconteceu?” 
“John — Eu não sei! A agência dos detetives disse que o detetive sumiu.” 


Um escritor de meia-idade divorciado (Woody Allen) se sente em uma situação constrangedora quando sua ex-mulher decide viver com uma amiga e publicar um livro, no qual revela assuntos muito particulares do relacionamento deles. Neste período ele está apaixonado por uma jovem de 17 anos (Mariel Hemingway), que corresponde a este amor. No entanto, ele sente-se atraído por uma pessoa mais madura, a amante do seu melhor amigo, que é casado.

Memorável:

Isaac Davis  –  'Vocês leram que Nazistas vão fazer uma manifestação em New Jersey? (...) Deveríamos ir lá, juntar uns caras, pegar tijolos e tacos de basebol e explicar algumas coisas para eles.' 
Convidado –  'Fizeram um artigo satírico devastador sobre isso na página principal do Times'.
Isaac Davis – 'Bem, artigos satíricos no Times são alguma coisa, mas tijolos e bastões de basebol vão direto ao ponto!”


Em área pobre de Nova Jersey, durante a Depressão, uma garçonete (Mia Farrow) que sustenta o marido bêbado e desempregado, que só sabe ser violento e grosseiro, foge da sua triste realidade assistindo filmes. Mas ao ver pela quinta vez "A Rosa Púrpura do Cairo" acontece o impossível! Quando o herói da fita sai da tela para declarar seu amor por ela, isto provoca um tumulto nos outros atores do filme e logo o ator que encarna o herói viaja para lá, tentando contornar a situação. Assim, ela se divide entre o ator e o personagem.

Memorável:

"-Você não pode aprender a ser real. É como aprender a ser anão".


Alvy Singer (Woody Allen), um humorista judeu e divorciado que faz análise há quinze anos, acaba se apaixonando por Annie Hall (Diane Keaton), uma cantora em início de carreira com uma cabeça um pouco complicada. Em um curto espaço de tempo eles estão morando juntos, mas depois de um certo período crises conjugais começam a se fazer sentir entre os dois.

Memorável:

"-O cara vai ao psiquiatra e diz: 'Doutor, acho que o meu irmão enlouqueceu, ele pensa que é uma galinha.' 'Por que você não o interna?' perguntou o médico. E o cara responde: 'Eu internaria, mas acontece que eu preciso dos ovos."

"- Qual frequência fazem sexo? 
Alvy: – 'Quase nunca. Só três vezes por semana'.
Annie: – 'Demais. Umas três vezes por semana'."

"-Tenho instintos suicidas. Na verdade só ainda não me matei porque meu psiquiatra cobra pelas sessões que falto"


A amizade e o relacionamento de três irmãs vivendo em Nova York. No dia de Ação de Graças seus conflitos amorosos e existenciais são evidenciados no meio de um grupo de amigos e parentes não muito homogêneo. Lee (Barbara Hershey) é uma velha pintora casada com Frederick (Max von Sydow), Holly (Dianne Wiest) sonha em ser uma escritora e Hannah (Mia Farrow) é uma famosa atriz, perfeita em tudo na vida.

Memorável:

"- Será que você se prejudicou? 
 -Como?
 - Sei lá. Masturbação excessiva?
 - Não venha criticar meus hobbies."

"Fiz análise durante anos. Nada aconteceu. Meu analista ficou tão frustrado que abriu um self service."


O filme, que se passa nas décadas de 1920 e 30, fala sobre Leonard Zelig, um homem desinteressante que tem a capacidade de transformar sua aparência na das pessoas que o cercam. É observado inicialmente numa festa, por F. Scott Fitzgerald, que percebe que, ao mesmo tempo em que circula entre os convidados louvando as classes afluentes num sotaque refinado e esnobe, Zelig se mistura aos criados na cozinha, vociferando enfurecidamente contra os "gatos gordos" num forte sotaque proletário. Rapidamente ganha fama internacional como um "camaleão humano".

Memorável:

“- E para o senhor cujo apêndice eu removi, bem…Não sei o que dizer. Se serve de consolo, talvez ele esteja em algum lugar da casa”. 


No início da Segunda Guerra Mundial em Nova York, uma simples família judia tem seus sonhos inspirados nos programas de rádio da época. Em virtude de ainda não existir televisão, as famílias se reuniam ao redor do rádio e cada membro da família tinha seu programa preferido.

Memorável:

"- Sabia que se casar por amos é moderno? Antigamente não se casava por amor: o homem se casava porque precisava de uma mula."


Um saxofonista (Woody Allen) que foi congelado em 1973 é trazido de volta 200 anos depois por um grupo contrário ao poder vigente que tenta derrubar o governo opressor. No entanto, ele quer conhecer este novo mundo, totalmente diferente da realidade em que vivia. Com as inúmeras modificações ocorridas nestes dois séculos, este homem vai entrar em diversas confusões.

Memorável:

"-É difícil acreditar que você não teve sexo durante 200 anos.
- Duzentos e quatro, se contar meu casamento."


Duas histórias seguem paralelamente. Na primeira um oftalmologista (Martin Landau) de sucesso se depara com o fim do seu casamento e da carreira, pois sua amante (Anjelica Huston), cansada da situação, ameaça revelar o caso e também os atos ilícitos cometidos por ele. Ele decide, então, mandar matá-la. Na outra história, um produtor de documentários (Woody Allen) casado ama outra mulher (Mia Farrow), que, no entanto, prefere um outro produtor (Alan Alda). Apenas na cena final as histórias se encontram.

Memorável:

"- A última vez que estive dentro de uma mulher foi quando visitei a Estátua da Liberdade."


Renata (Dianne Keaton), Joey (Mary Beth Hurt) e Flyn (Kristin Griffith) são irmãs que pouco se conhecem, já que escondem seus medos e vontades. Elas fazem parte de uma família burguesa, capitaneada por Arthur (E.G. Marshall) e Eve (Geraldine Page). Quando Arthur anuncia que pretende se divorciar, para viver com outra mulher, a família entra em crise.

Memorável:

"- Você só vive uma vez, mas é o suficiente se você faz isto bem"

Este post é dedicado a um dos meus entrevistados, Rodrigo Veninno, fã do diretor e este décimo filme foi escolhido por ele. 

segunda-feira, 31 de julho de 2017

MIS | Destaques da programação

MIS | Destaques da programação

Informativo

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terça-feira, 11 de julho de 2017

Programação CINUSP - VI Mostra de Animação (17 de julho a 4 de agosto)

de 17 de julho a 4 de agosto

O CINUSP apresenta sua VI Mostra de Animação. Esta edição da mostra tem como foco o público infantil, com filmes que contemplam o brincar, as descobertas e o imaginário da criança. As exibições serão dubladas em todos os horários e a maioria da seleção é livre a todos os públicos.
Faz parte da infância a necessidade de descobrir o mundo, tanto o real quanto os mundos imaginários. A curiosidade leva a criança a explorar o que existe ao redor, chegar a algumas conclusões e fazer diversas perguntas aos adultos, nem sempre respondidas. Esses descobrimentos estão presentes em filmes como o misterioso Coraline e o Mundo Secreto (2009) e o brasileiro O Menino e o Mundo (2013), no qual a cidade é desvendada pelo olhar de uma criança. Zootopia: Essa cidade é o bicho (2016), vencedor do Oscar de melhor animação em 2017, trata de questões do convívio social na área urbana. No divertido Kung Fu Panda 3 (2016), os ensinamentos são mesclados com uma série de trapalhadas do panda Po.
As lendas e as histórias contadas por adultos constituem parte importante do imaginário infantil, causando deslumbramento e curiosidade. O papel delas como elemento central da narrativa se faz presente em Kubo e as Cordas Mágicas(2016) e Moana: Um mar de aventuras (2016). Já o fantástico é uma forte marca em filmes como o japonês A Viagem de Chihiro (2001) e Kiriku e a Feiticeira(1998), baseado em uma lenda da África Ocidental.
A programação traz também Procurando Nemo (2003) e a sequência lançada recentemente, Procurando Dory (2016), que conta mais sobre a história de Dory, a querida companheira de Merlin e Nemo. O CINUSP convida o público - de todas as idades - a se divertir com os filmes da mostra.
A programação completa e as sinopses do filme podem ser acessadas neste documento e no site do CINUSP

Programação:


17/07 | segunda
CIDADE UNIVERSITÁRIA
16h00   MOANA: UM MAR DE AVENTURAS
19h00   KUNG FU PANDA 3

18/07 | terça
CIDADE UNIVERSITÁRIA
16h00   PROCURANDO NEMO
19h00   PROCURANDO DORY

19/07 | quarta
CIDADE UNIVERSITÁRIA
16h00   O MENINO E O MUNDO
19h00   ZOOTOPIA: ESSA CIDADE É O BICHO

20/07 | quinta
CIDADE UNIVERSITÁRIA
16h00   KIRIKU E A FEITICEIRA
19h00  KUBO E AS CORDAS MÁGICAS

21/07 | sexta
CIDADE UNIVERSITÁRIA
16h00   A VIAGEM DE CHIRIRO
19h00  CORALINE E O MUNDO SECRETO

24/07 | segunda
CIDADE UNIVERSITÁRIA
16h00  ZOOTOPIA: ESSA CIDADE É O BICHO
19h00  O MENINO E O MUNDO

25/07 | terça
CIDADE UNIVERSITÁRIA
16h00   KUNG FU PANDA 3
19h00   KIRIKU E A FEITICEIRA

26/07 | quarta
CIDADE UNIVERSITÁRIA
16h00   CORALINE E O MUNDO SECRETO
19h00   PROCURANDO NEMO
27/07 | quinta
CIDADE UNIVERSITÁRIA
16h00   PROCURANDO DORY
19h00   A VIAGEM DE CHIHIRO

28/07 | sexta
CIDADE UNIVERSITÁRIA
16h00   KUBO E AS CORDAS MÁGICAS
19h00  MOANA: UM MAR DE AVENTURAS

31/07 | segunda
CIDADE UNIVERSITÁRIA
16h00  KIRIKU E A FEITICEIRA
19h00  A VIAGEM DE CHIHIRO

01/08 | terça
CIDADE UNIVERSITÁRIA
16h00 MOANA: UM MAR DE AVENTURAS
19h00  CORALINE E O MUNDO SECRETO

02/08 | quarta
CIDADE UNIVERSITÁRIA
16h00   KUNG FU PANDA 3
19h00   KUBO E AS CORDAS MÁGICAS

03/08 | quinta
CIDADE UNIVERSITÁRIA
16h00   ZOOTOPIA: ESSA CIDADE É O BICHO
19h00   O MENINO E O MUNDO

04/08 | sexta
CIDADE UNIVERSITÁRIA
16h00   PROCURANDO NEMO
19h00  PROCURANDO DORY
/cidade universitária
r do anfiteatro 181  favo 04
11 3091 3540

quarta-feira, 5 de julho de 2017

"Batman - O Retorno", de Tim Burton



A safra atual de adaptações cinematográficas de quadrinhos satisfaz grande parte dos adultos infantilizados, com seus roteiros preguiçosos e inofensivos, sabotando a criatividade com a necessidade mercadológica de entregar tudo o que o público deseja, elaborando universos compartilhados, uma fórmula que, em longo prazo, deixará um rastro de tramas fracas e personagens tolos que, vistos sem o frisson do hype do lançamento, não sustentam sequer seus próprios arcos narrativos. Já o adulto emocionalmente maduro que, inteligentemente, mantém viva sua criança interna, paga o ingresso e suporta o desconforto dos óculos 3D na vã esperança de encontrar um mínimo de organicidade no produto. Todos os heróis com o mesmo coach de piadas bobinhas, musculosos barbados agindo como adolescentes na escola, vilões genéricos com motivações trabalhadas de forma pífia, tudo calculadamente pensado para não ofender ninguém, não irritar ninguém, tratando o espectador como criança mimada.

Em 03 de Julho de 1992 estreava no Brasil uma adaptação de quadrinhos que ousava ser autoral. 25 anos depois, o fascínio por “Batman – O Retorno” só aumenta, uma bela carta de amor ao expressionismo alemão, que merece ser analisada com carinho. 



Eu guardo a matéria do jornal sobre a estreia do filme, meses antes do meu aniversário de nove anos. Meu pai me presenteava na época com tudo relacionado ao homem-morcego, quadrinização oficial por Dennis O'Neil e Steve Erwin, cartucho do jogo para SNES, bonecos, revistas de cinema que estampavam nas capas o Michael Keaton e a Michelle Pfeiffer, em suma, combustível suficiente para a expectativa cinéfila. Mas eu não vi "Batman - O Retorno" no cinema, o meu primeiro contato com ele foi deitado na cama dos meus pais, no dia do meu aniversário, com o VHS reservado semanas antes na "RG Vídeo Locadora". Este dia está marcado em minha lembrança. No meio da fita, tive que interromper a sessão noturna para receber a querida prima Carmen, que apareceu de surpresa para celebrar o dia trazendo um bolo de chocolate. Ao terminar a sessão na manhã seguinte, não sabia muito bem se havia gostado ou não, o tom era de estranheza. Anos depois, percebi que esta insatisfação inicial sintetizava o grande mérito do filme.


Batman - O Retorno (Batman Returns - 1992)

Para a indústria, o projeto era apenas uma desculpa bonita para vender brinquedos e lanches felizes, as crianças eram o público-alvo, o protagonista atormentado dos quadrinhos deveria se transformar em um herói convencional, o filme anterior já era considerado sombrio demais, algo que os produtores estavam dispostos a aliviar. O nome de Tim Burton na marquise era garantia de lucro agressivo nas bilheterias, então ele colocou as cartas na mesa e disse que só aceitaria conduzir a sequência se tivesse total controle criativo. O risco era grande, o futuro mostrou que um diretor sem personalidade pode destruir uma franquia, então os produtores abraçaram a causa do rapaz. 


O roteiro inicia mostrando um bebê deformado sendo jogado pelos pais ricos no esgoto. O cenário natalino, usual no cinema como representante da esperança e de gestos nobres, utilizado como moldura para as artimanhas cruéis do populista empresário Max Shreck (Christopher Walken), pensado como crítica à Donald Trump, um homem que é capaz de, estando inserido em uma situação de perigo, deixar seu filho na mira do bandido e fugir como um rato. É o reflexo distorcido no espelho de Bruce Wayne, a mesma persona gananciosa, o tipo de pessoa que o herói teria se tornado, caso não tivesse vivido seu trauma. A secretária dele, Selina Kyle (Michelle Pfeiffer), alvo diário do machismo no trabalho, chega em sua casa decorada em tons de rosa e escuta uma mensagem gravada no telefone que defende a utilização de um perfume especial para atrair romanticamente o chefe. Após ser flagrada por Shreck lendo arquivos secretos, ela é jogada pela janela, mas, como em um conto de fadas, sobrevive da queda ao ser lambida pelos gatos de rua, renascendo como uma nova mulher. Ao entrar novamente em sua casa, faz questão de destruir todos os símbolos de feminilidade passiva antes de produzir seu traje de guerra, que reflete visualmente a fragilidade de sua psique, uma tragédia anunciada, ela se torna a Mulher-Gato. 


A criança criada no esgoto por pinguins de um zoológico abandonado, cresceu e se tornou a antítese do Batman, o freak natural, filho rejeitado da riqueza, um indivíduo que deseja apenas ser respeitado. Shreck, o verdadeiro vilão da história, humano e vestindo roupas normais, aceita o desafio de reinserir o Pinguim (Danny DeVito) na sociedade, utilizando sua imagem em uma nefasta campanha política. E o Batman (Michael Keaton)? Ele é o personagem menos interessante na trama. A cena da morte do Pinguim é tratada com mais dignidade que todos os rompantes heroicos do vigilante. Batman não é divertido, ele é o órfão que abdica de sua vida adulta para cumprir sua missão. Ele termina o filme como uma figura deprimente, elemento captado com perfeição na melancólica trilha sonora de Danny Elfman, retornando com Alfred para a solidão de sua mansão, após levar lição de moral dos vilões, buscando consolo no gato de rua que resgata do frio noturno. Todas as crianças sentadas na sala escura querendo vibrar com a aventura prometida pelas peças de merchandising, mas o roteiro toma mais tempo desenvolvendo psicologicamente os vilões. Não há atitude artisticamente mais corajosa que desafiar seu público.


segunda-feira, 26 de junho de 2017

12ª CineOP | Encerramento

Cursos de férias | Inscrições abertas

MIS | Cursos de férias

Informativo

Séries de TV, Star Wars, fotografia, trilha sonoras famosas e até história do cinema brasileiro são alguns dos temas dos cursos de férias do MIS, que estão com as inscrições abertas. Mas corre para se inscrever, porque as vagas são limitadas. Ah! E quem é +MIS ainda tem a partir de 10% de desconto no valor dos cursos.